Elba Ramalho brilha no Festival Clara Nunes
Elba Ramalho tem muitas
semelhanças com Clara Nunes, ambas são leoninas, nascidas no interior e se
tornaram conhecidas por cantar um Brasil de cores quentes e vibrantes, o mar e
a seca. Elba canta pela segunda vez no Festival em homenagem ao nascimento da Mineira Guerreira, falecida há 32 anos, realizado na cidade de Caetanópolis em Minas
Gerais.
Sob grande
entusiasmo do público e uma chuva de fogos de artifício, Ramalho entrou no
palco entoando o medley junino, evocando o repertório de Luiz Gonzaga. Em
seguida, vieram vários hits destacando a munição forrozeira de seu repertório:
Bate Coração, Qui nem Jiló, Esperando na janela, Baião e o hino nordestino Asa
Branca.
– Clara e
Dona Ivone Lara me ensinaram a sambar em Luanda, em uma excursão que fizemos
juntas ao lado de Chico Buarque e vários artistas no inicio dos anos 1980,
relembra Elba, antes de prestar tributo à homenageada da festa cantando Morena
de Angola.
Atendendo
aos pedidos dos fãs, a cantora cantou á capela O ciúme, de Caetano Veloso, e Dia Branco,
de Geraldo Azevedo. Em De volta pro Aconchego, acompanhada por um gigantesco
coral, a artista de joelhos se entrega ao público. Instante sublime de
consagração popular.
A
interpretação esfuziante de Feira de Mangaio,de Sivuca, com triângulo na mão ,rememorou
e confirmou as afinidades cênicas com Clara Nunes e a ligação com seu
repertório. -Clarinha, exclamou Elba no apogeu da canção e emocionou os
presentes.
O delicioso
reggae A árvore e a balada pop sertaneja A flor,sucesso na voz da dupla Jorge e
Matheus mostram uma artista acostumada a lidar com multidões e jogar nas onze
para dominar e animar seus fãs.As incendiárias Banho de Cheiro e Frevo Mulher encerraram
a apresentação de maneira alegre e festiva, características inatas de Elba Ramalho.
A presença
de Elba Ramalho no 10 º Festival Cultural Clara Nunes entrelaçou mais uma vez a
trajetória de duas estrelas da música brasileira. Estrelas que sempre tiveram o
cuidado de cantar o que há de mais puro e autêntico na nossa cultura: o samba,
o frevo, o forró, e todas as suas vertentes, sempre com extremo bom gosto.

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